domingo, 21 de setembro de 2014

Cedo


E não vai dar nunca e não vai ser nunca e podia ser, mas não é. 
''Nada nessa vida é nunca mais''. E eu não aceitei, mas acreditei. 
Talvez seja o jeito como você erra e a calma do teu mundo, não sei.
mas odeio você e amo tanto que as vezes fico sem ar. então eu digo que vá embora e digo que tanto faz, mas nos domingos eu sinto tua falta e quero as tuas mãos e quero tua boca , tua voz e a tua leveza. Mas eu não tenho nada pra ti dar. Nem futuro pra oferecer. E o teu apelo é por paz. 
''Podia ser, mas não vai'' E se um dia eu tiver alguma coisa além do que o sol trás, vou guardar pra você.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Manhã

Não queria acordar
Mas não dormiu noite passada
estendeu o braço sobre o lado vazio da cama
''Esse é meu lado da cama''
você reivindicou.
mas não tinha mais você.
Levei o braço até o criado mudo 
tateei em busca do cigarro e do esqueiro
suguei a fumaça para dentro dos meus pulmões escurecidos
e soprei para fora dos meus pulmões escurecidos
a fumaça saia de mim, dançando na luz que entrava pela janela
''Esse é o meu lado da cama''
é o teu lado da cama e você não estava lá.
Se eu te conheço bem, você deve está por aí reivindicando o lado da cama de alguém novo toda semana.
Fazendo teus shows de drama e sendo feliz.
Já fumei mais cigarros do que consegui contar.
Fumei, fumei,fumei e chorei também, escrevi teu nome na parede e bebi vodka as 6:00h da manhã, depois voltei pra cama,
fumei mais alguns cigarros, vi a fumaça dançar no clarão da janela e sussurrei teu nome, te odiando e te amando tanto que mau conseguia respirar.
Olhei pro teu lado da minha cama, chorei transbordado da coisa mais humana.
Chorei transbordando da saudade

domingo, 31 de agosto de 2014

João


Como todos os meninos 
João era apenas mais um.
The doors e maconha no carro
Sexo atrás da escola, bebidas e tatuagens escondidas da mãe. 
João não tinha pai. Era o que ele dizia por aí
mas as cicatrizes na cabeça e as marcas pelo corpo o lembravam todos os dias que ele tivera um sim. 
Não tinha mais.
É sábado a noite e os meninos querem se divertir,
Na ponte os meninos perdidos se encontravam.
E João não queria ficar em casa
Mamãe levou outro homem essa noite
Mamãe gritava do quarto.
Foi até a ponte então
Com os meninos perdidos
João tomou da vodka pra esquentar e usou cocaína pra despertar
Mas naquela noite ele não parou.
Já passava das 3h da manhã quando João levantou e caminhou até o final da ponte
O vento com cheiro de mar sussurrava pra ele que faltava liberdade.
Naquele noite ele não parou.
Sentiu o sangue escorrendo do nariz, abriu o braços, transbordou adeus pelos olhos e se jogou no mar pra se libertar.
'Ele se matou'
todo mundo gritava
E ninguém acreditava.
'Não existia sorriso maior que o dele'
Ninguém sabia o que se escondia por trás.
Nunca viram as marcas.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Left Over

Acordei durante a madrugada, não sei qual hora, muito assustada e perdida. Podia me levantar e ir ao banheiro ou beber água, podia simplesmente tentar dormir novamente, podia fazer alguma coisa normal... caso a situação fosse normal. Estava tão assustada quanto alguém que teria a pouco acordado de um terrível pesadelo. Mas... que pesadelo? Eu não tive pesadelo algum. Acordei com a pior sensação que tive em minha vida sem aparentes motivos. “Estou enlouquecendo”, foi o primeiro pensamento que me surgiu, mesmo que confusa. “Eu não posso voltar para o pesadelo! Se eu dormir, certamente voltarei. O que fazer agora?
Não tem pra onde ir e pelo resto da casa respiro fantasmas, pelos cômodos a solidão grita escandalosa por entre os papeis amassados. Poesia morta. Estou enlouquecendo. Já não escrevo mais. Não vivo mais e das pessoas apenas sinto gosto amargo. Estou enlouquecendo. Quero voltar a sentir outro gosto bom que não o teu, que me fodam e que dos meus gemidos não saia o teu nome e que o meu corpo não me faça gritar em desespero por as tuas mãos, pela tua rima, teu cabelos por entre os meus dedos. Vício, me tornei um mostro dependente de cigarros porque era o gosto que tinham os teus lábios quando me beijavam, agora fumo mais cigarros do que consigo contar. “I'm going crazy! because you left me and now there is nothing left over.

sábado, 16 de agosto de 2014

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Primeiro Ato

Coralina traiu
Voltou pra casa,
Fez o jantar 
E esperou o marido.
Abriu as pernas pra ele também
Prometeu"sou sua"
Sussurrou"eu te amo"
O marido gozou rápido 
E foi dormir.
Coralina
Também.
Adúltera
.
.
.
E feliz.
O erro é pensar que alguma coisa vai ser diferente.